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| Camilo
Rocha envia toda semana as novidades do mundo eletrônico
e alternativo |
2001
EM RESUMO
1 - DJs gringos tocaram no Brasil praticamente toda semana.
Certos fins-de-semana em São Paulo tiveram três
gringos tocando em festas diferentes. Ao todo, foram mais
de 70 nomes. - O Free Jazz bombou com Fatboy Slim, X-Press
2, Timo Maas e outros numa tenda que funcionou como filial
do mega-clube inglês Cream. Foi o mais eletrônico
dos Free Jazz e a mídia parecia até que tinha
esquecido que tinha jazz também no evento.
2 - O Free Jazz desbombou com a eletrônica nacional,
simplesmente ignorando a explosão dos nomes nacionais.
Colocaram três DJs só para constar, na abertura
de cada dia, em sets de uma hora no máximo. Patife
chegou a tocar só 25 minutos no Rio. - Drumnbass
brasileiro arrasou em terra estrangeira, com Marky e Patife
tocando sem parar lá fora. Patife mais Fernanda Porto
emplacaram dois hits de verdade mesmo, daqueles de entrar
nas mais pedidas das FMs.
3 - O tecno nacional começou a aparecer no exterior
também. Renato Cohen teve suas produções
elogiadas por caras como Laurent Garnier e Anderson Noise
fixou residência no clube Headstart, de Londres.
4 - O tecno e o tech-house ganharam espaço em
raves underground como Rave Patrol e SP Groove, desbancando
o acid tecno. Na MegaAvonts, a pista tecno foi considerada
por muitos como a melhor. - Saíram bons álbuns
de The Hacker & Miss Kitten, Felix The Housecat, Goldfrapp,
Rowland The Bastard, Zero 7, Avalanches, New Order, Slam e
Chris Cowie.
5 - O breakbeat reapareceu cheia de energia prá
dar, culpa principalmente de caras como Lee Coombs e Plump
DJs.
6 - Dezenas de DJs americanos cancelaram datas depois
dos atentados de 11 de setembro em Nova York.
7 - Os anos 80 voltaram voltando. Desde noites de revival
lotadas até como influência principal de artistas
como Fischerspooner, The Hacker, Felix The Housecat, Playgroup,
John Selway, Ural 13 Diktators e Kiko e selos como Muller,
Lasergun e International Gigolo Deejays.
8 - Outra mania na música eletrônica,
especialmente no tecno, foram as referências latinas,
do samba à salsa à rumba.
9 - A Parada da Paz de São Paulo reuniu 80 mil
pessoas. A prefeitura apoiou o evento e Marta Suplicy discursou
na abertura.
10 - Dolar maluco, preços de disco importado
cruéis.
11- A Skol fez um excelente segundo Skol Beats e todo
mundo saiu feliz. Roger Sanchez e Richie Hawtin foram as estrelas.
12 - O Congresso aprovou nova lei das drogas, onde
o usuário não pode mais ser preso e passa a
ter que cumprir penas alternativas.
13 - O software Reason foi lançado, causando
alvoroço no mundo da produção musical.
Barato, simples de operar e lotado de recursos, o Reason abrange
todas as etapas da produção no mesmo pacote.
- Outro programa que deu (e ainda vai dar) o que falar foi
o FinalScratch. Ele permite transferir um arquivo de música
digital (MP3, WAV, AIFF etc.) para um disco "oco"
de vinil, possibilitando assim que o arquivo seja tocado em
qualquer pick-up como um disco. Richie Hawtin foi seu maior
garoto-propaganda, lançando até um álbum,
DE9: Closer To the Edit, gravado usando a nova tecnologia.
14 - Música para chill out, grooves de entardecer,
som tipo Café Del Mar, chame do que você quiser,
mas o que interessa é que esse ano esse estilo virou
gente grande. A coletânea Chill Out Sessions,
da Ministry of Sound, vendeu meio milhão de cópias
e nomes como Royksopp, Illumination e Zero 7 não saíram
da mídia. No Brasil, Skol, Bavaria e Chivas investiram
em festas "sunset", programadas para vários
pontos do litoral brasileiro nesse verão.
15 - A Bavária trocou Chitãozinho &
Xororó por Chicago house e Detroit tecno. Nasceu o
Bavária Vibe.
16 - As super-marcas descobriram que a música
eletrônica é coisa séria e que o jovem
que ouve isso é bacana e passaram a investir. Entre
muitas estão Smirnoff, Chivas Regal, DirecTV e Bavaria.
17 - Derrick May deu seu segundo cano. Filho da mãe!
CAMILO
ROCHA (cuja memória não é
das mais confiáveis e que, portanto, aceita palpites
sobre coisas que possam eventualmente ter escapado)
- Confira também alguns dos
melhores lançamentos do ano de música eletrônica
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