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DJ RUSH - DJ HELL - COLOURBOX

DJ RUSH
O extravagante DJ de Chicago toca pela primeira vez no Brazil essa semana. Conhecido pela sua "montação", que inclui plataformas prateadas, cubos verdes na cabeça fazendo às vezes de penteado e roupas de drag queen alienígena, Rush na verdade é muito mais que um fantasiado fervido. Simplesmente porque ele tocaý e muito. Respeitadíssimo pela fraternidade tecneira, ele ganhou o prêmio de melhor DJ de 2001 do German Dance Awards (a premiação número um da Alemanha), batendo caras como Laurent Garnier, Roger Sanchez.

Seu estilo é soco puro, gravitando em torno dos 150 BPMs, sendo o cara fã em especial de Chris Liebing e Guy McAffer (o Geezer). Rush tem selo próprio, o Kne‚Deep Records, e seu principal hit foi Motherfuckin‚ Bass, do ano passado. Curioso é que, debaixo desse peso e porrada toda, vive um fã de Djavan e Elis Regina. Pois é, Rush adora música brasileira, além de muita disco music e soul. Foi com esses últimos estilos aliás que ele comecou sua carreira, em 1989. Na época, Rush chegava a tocar até dez horas seguidas.

DJ HELL
Quando lançou seu primeiro single, em 1992, pela R&S, o DJ Hell não devia imaginar que estava lançando um futuro clássico. Pois My Definition Of House virou uma faixa definitiva, daquelas que sempre entram em coletâneas. Desde então, o DJ de Munique, Alemanha, tem feito seu nome mundialmente graças a seus sets imprevisíveis, seu selo International Deejay Gigolos e sua obsessão pelos anos 80, característica sempre presente nos dois ítens anteriores.

Em 2000, ele lançou o CD mixado Fuse Presents Hell, que ousava mesclar Frankie goes to Hollywood com Carl Craig, Donna Summer com Phuture. Ousadia maior ainda nos dias segmentados de hoje, mas na verdade o que Hell fez foi nada menos que alinhar diversos momentos de uma mesma grande história da música eletrônica. Seu selo vai subindo de dois em dois degraus.

Depois do mega-hit Zombie Nation (horroroso, sim, mas recompen$$$$ador), o selo conquistou corações tecno-sensíveis com Sunglasses At Night, do Tiga & Zyntherius (cover de faixa dos anos 80), safados em geral com o álbum de The Hacker e Miss Kittin e mentes retrô com o badalado Fischerspooner. De quebra, o IDG de vez em quando ressucita um ícone da década de 80 como Marc Almond (ex-Soft Cell) e Tuxedomoon. Seu último álbum de material inédito foi Munich Machine, de 1998.Para este ano ele promete novidades.

COLOURBOX
Já faz tempo que algum tipo de reconhecimento era devido a esse inovador, pioneiro e esquecido grupo da década de 80. Veio na forma da coletânea „Best Of 82/87, que acaba de ser lançada no Brasil pela Sum. Se você nutre algum interesse pelo passado da música eletrônica (e se não nutre, você é um tonto que não sabe o que está perdendo) largue o que está fazendo e vá comprar esse disco.

O Colourbox fazia parte do elenco da 4AD, selo independente inglês extremamente cult que também era casa do Cocteau Twins e This Mortal Coil. Mas enquanto a maioria dos habitantes da 4AD eram etéreos, sombrios e/ou depressivos, o Colourbox fazia música eletrônica para dançar. Aliás, eles estão, junto com o Art of Noise, entre os primeiros grupos fora do hip hop a incorporar o sampler na sua música.

O som do Colourbox tinha muita inspiracões: R&B, rock, industrial, eletrônica, hip hop e dub reggae. Algumas das faixas clássicas contidas na coletânea incluem a apoteótica The Official Colourbox World Cup Theme e a belíssima Baby I Love You So.

Em 1987, os dois irmãos fundadores do Colourbox, Martin e Steven Young, se juntaram com o pessoal do AR Kane para gravar o single que seria o ápice de suas carreiras: Pump Up The Volume, lançado com o pseudônimo M/A/R/R/S. Um sucesso mundial, um clássico eterno e um dos marcos iniciais da música eletrônica como a conhecemos hoje. Pena que os irmãos Young tenham sumido de vista desde então.

CAMILO ROCHA

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