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| Camilo
Rocha envia toda semana as novidades do mundo eletrônico
e alternativo |
CARL-NAVAL
DJ,
produtor, dono de selo, homem de negócios, porta-voz
da cena eletrônica e bem-sucedido em tudo isso. O maior
e melhor DJ do mundo, que sabe o equilíbrio certo entre
o que o povo quer e o que ele quer. Entra ano sai ano, seu
nome está lá na lista dos 100 melhores segundo
os leitores da revista DJ, não importa a tendência
do momento. Tem uma coleção de troféus
de "melhor DJ", dados em vários países
do mundo. Além do que é uma das figuras mais
queridas da cena internacional, seja por DJs ou pelo público.
Se alguém disser para você que Carl Cox é
um fenômeno pode levar a sério.
A
primeira vez que ouvi um boato de que viria tocar no Brasil,
em 1995, ele já era um fenômeno. Seis anos depois
a promessa se concretiza. Desde então, ele lançou
vários CDs mixados que venderam centenas de milhares
de cópias, lançou dois álbuns de artista
(At The End of The Cliché e Phuture 2000),
tocou em todo o resto do mundo e abriu o selo In-Tec, até
agora com um catálogo impecável (Bryan Zentz,
Valentino Kanzyani, Oxia, Christian Smith, Umek, Marco Bailey).
E sua popularidade disparou.
"Acho
legal vir para o Brasil com mais impacto. A música
que toco agora é a melhor que já toquei. As
pessoas vão receber o melhor de mim," me contou
ele pelo telefone, quando o entrevistei para a Folha Ilustrada
semana passada. A lenda vem pegando corpo faz tempo. Apesar
de ter tocado nos clubes chave do tempo da acid house em Londres
(Spectrum, Shoom), foi em 1989, numa rave ilegal chamada Sunshine,
que todo mundo prestou atenção de verdade pela
primeria vez. Tocando com três pick-ups (algo praticamente
inédito então), Carl conseguiu tirar do chão
e fazer pular 15.000 ravers, exaustos depois de uma noitada
de dança. Desde então, segundo ele, "o
telefone não parou mais de tocar."
Até
lá!
CAMILO
ROCHA
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