V
       
 
 
 
 
       
 
 
   
.

 Cidadania

 br_eletronica

 Íntegras

 Newsletter

 Publicidade


 Expediente


Leia mais:

Live 8 revive o Live Aid 20 anos depois pedindo ao G-8 o fim da pobreza no mundo

Diário de Bagdá mostra o cotidiano dos únicos repórteres brasileiros a presenciar o auge do conflito no Iraque

Saiba como foi o massacre da penitenciária Carandirú, tema do novo filme de Babenco

Camisetas mostram o lado engajado da moda

Temp: coletivo de festas remete à teoria da Zona Temporária

Fuck Parade é a resposta ao corporativismo da Love Parade

Proteste contra a Guerra no Iraque

Jigga, do duo trance Analog Pussy, fala sobre a situação da Palestina

Veja imagens da festa da vitória de Lula

Camilo Rocha, colunista do Bits, esteve em N.York no dia dos atentados de 11 de setembro

Converse com outros amantes da música eletrônica na lista br_eletronica

Publicidade

Saiba tudo sobre a audiência do Bitsmag, nosso histórico e quem faz o Bits

 


 

X Parada do Orgulho GLBT de São Paulo vai pra rua
© Copyleft http://www.midiaindependente.org

Casal de meninas celebrando a diversidade na maior parada gay do mundo (foto: CMI)
Mais fotos no site CMI

Foram dois meses de intensa negociação, com impedimentos das mais diversas formas da Prefeitura da Cidade de São Paulo para tomar o controle da Parada. Há a 35 dias da manifestação, a Associação da Parada foi obrigada a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para ter a sua realização autorizada. Esse termo dificulta a realização das próximas Paradas na Paulista, responsabiliza a Associação da Parada pela limpeza das vias públicas e estabelece multa de R$ 30.000,00 para qualquer infração de horários ou termo descumprido do TAC. A Prefeitura chegou à ameaçar que assumiria todas as responsabilidades contidas no TAC com a ajuda de empresários, numa clara tentantiva de assumir o controle político da Parada.

Assinado o TAC pela Associação, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ainda tentou impedir a Parada cobrando uma taxa de aproximadamente R$ 80.000,00 para a sua realização, que ainda não foi flexibilizada e deve custar muito trabalho aos organizadores, que não têm recursos para o pagamento da mesma e devem agir judicialmente nesse sentido. Mesmo assim, a Parada saiu, com o tema "Homofobia é Crime: Direitos Sexuais são Direitos Humanos!", e reuniu cerca de 2,5 milhões de pessoas, cumprindo o que foi estabelecido por meio do TAC, com a colaboração da comunidade GLBT, que se mostrou solidária durante toda a Parada. Quem não cumpriu o estabelecido foi a Prefeitura: ao invés de garantir o mínimo de efetivo de segurança e atendimento médico necessário e solicitado inúmeras vezes pelos organizadores, a prefeitura preferiu investir recursos num trio elétrico da sua Coordenadoria da Diversidade Sexual, numa área VIP com 2 TVs de 42", e num palco utilizado pela imprensa, sendo que ambos não foram sequer comunicados à organização. Os próprios voluntários da Associação da Parada se desdobravam, a certa altura, para auxiliar as poucas ambulâncias a prestar primeiros-socorros para quem passava mal durante a manifestação.

Terminada a Parada, continua uma relação conflituosa com a Prefeitura de São Paulo que, na mesma linha que vêm seguindo, negando o direito à cidade e a ocupação legítima do espaço público, já declarou que "não deve haver mais parada na Av. Paulista". Parece que não vai ser tão fácil assim: a Parada saiu aos gritos de "A Paulista é nossa", mostrando a disposição da comunidade GLBT em continuar ocupando os espaços públicos.

 

 
© 1999 - 2005 Bits Magazine. Todos os direitos reservados.