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Adrien
Brody, merecidamente, leva o Oscar de melhor ator em
2003 - confira o perfil do ator
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Adrien
Brody vive o pianistaWladyslaw Szpilman sobrevivente
do Holocausto no papel que lhe valeu o Oscar 2003
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Foi
com um beijo na boca da atriz Halle Berry que Adrien
Brody (29), o mais jovem ator a ganhar um Oscar na categoria
principal, recebeu seu prêmio durante a cerimônia
do 75° Academy Awards, em Hollywood.
Ao
agradecer o prêmio ele citou a insônia e
os ataques de pânico, sequelas do envolvimento
profundo com o personagem Wladyslaw Szpilman, sobrevivente
do Holocausto, que ele interpreta em O Pianista,
filme que também deu a Roman Polanski o Oscar
de diretor.
Agradeceu a seus pais, a jornalista fotográfica
húngara Sylvia Plachy, do semanário novaiorquino
Village Voice, e o professor e artista plástico
Eliot Brody, pela criatividade e pelo encorajamento.
Agradeceu também a Wladyslaw Szpilman e a Roman
Polanski, pelo melhor papel de sua carreira. E fez um
discurso pacifista, como já era esperado se ele
ganhasse. Disse que o prêmio lhe deixava muito
feliz, mas que ele também estava muito triste
por ter de ir receber um prêmio numa época
tão estranha. E que justamente sua experiência
no papel de um sobrevivente do Holocausto lhe mostrou
a tristeza e a desumanização das pessoas
numa guerra, além de suas repercussões.
Pediu para que as pessoas rezem por uma resolução
de paz, seja qual for seu Deus. Citou também
um amigo seu de N.York, sua cidade natal, que agora
está combatendo no Iraque.
Adrien
Brody foi aplaudido de pé... Brody venceu Nicolas
Cage, Michael Caine, Daniel Day-Lewis e Jack Nicholson,
realmente um time imbatível.
Adrien Brody nasceu e cresceu em N.York e já
tem mais de 20 filmes em seu currículo, muitos
deles dirigidos por grandes diretores. Trabalhou em
peças off-Broadway, desde os 12 anos, até
seu primeiro trabalho em um filme de TV, em 1988.
Em
O Verão de Sam, de Spike Lee, ele foi
um punk bissexual dos anos 70. Em Pão e Rosas,
de Ken Loach, ele foi um ativista político a
favor dos imigrantes latinos em Los Angeles. Trabalhou
também com Berry Levinson, Steven Soderbergh
e Terrence Malick, entre outros. Além de O
Pianista e Atrás da Linha Vermelha,
Adrien Brody fez outro filme com a guerra como pano
de fundo. No recente Harrisons Flowers
Brody contracena com Andie MacDowell e é um fotógrafo
de guerra, no triste embate da Iugoslávia, na
década passada.
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Em
Pão e Rosas, de Ken Loach, ele vive
um ativista político americano que defende
os direitos dos imigrantes latinos
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Mas
é sob a batuta de Roman Polanski, no papel de
Wladislaw Szpilman, sobrevivente do Holocausto, que
Adrien Brody entra para o primeiro time de Hollywood.
Seu papel em Atrás da Linha Vermelha,
do controverso Terrence Malick, havia sido de grande
intensidade também, mas acabou cortado na edição
final, coisa que deixou Adrien muito desapontado. Com
o sucesso de O Pianista, que ganhou também
o Festival de Cannes, com direito a aplausos de 20 minutos
após a exibição, Adrien deixa de
lado a fase de garimpo na carreira de ator.
Para viver o sofrido pianista Wladyslaw Szpilman o ator
teve de perder mais de 15 quilos, sendo que ele já
não é gordo. Não que lhe seja pouco
familiar esse tipo de preparação intensiva
para um papel. Para interpretar o assassino serial de
Oxygen (inédito no Brasil) ele colocou
aparelho nos dentes. Para se preparar para o papel de
um ativista político em Pão e Rosas
ele participou de piquetes de grevistas em Oakland,
na
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Em
Harrison's Flowers (inédito no Brasil)
Adrien Brody vive um foto-jornalista em conflito
com seu trabalho na guerra da Iugoslavia
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California.
E para seu papel em O Verão de Sam ele
aprendeu a tocar guitarra. É fato também
que ele aprendeu a tocar piano para seu papel no filme
de Polanski, um diretor duro, que não admite
concessões para atores.
A
imersão no papel de um sobrevivente do Holocausto
aconteceu também em momento delicado para o ator.
Após as filmagens na Europa ele voltou aos Estados
Unidos bem na época dos atentados do 11 de setembro
em sua cidade natal, N.York.
Em entrevistas Polanski justificou a escolha de Adrien
Brody para o papel principal do filme. Em primeiro lugar
o diretor não queria um ator muito conhecido.
Ele gostou de Adrien Brody por ele ser muito discreto
e por não parecer muito dramático. Na
opinião de Polanski Brody tem uma presença
muito marcante e um rosto maravilhoso que, mesmo em
cenas simples, calmas, pode captar a atenção.
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Adrien
Brody vive um punk bissexual dos anos 70, em O
Verão de Sam, de Spike Lee
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Realmente,
Adrien Brody fala com os olhos... O ator participou
de uma seleção que envolveu testes com
1400 atores e não-atores em Londres, até
que o diretor resolveu ligar para Adrien, que estava
em Paris filmando The Affair of the Necklace (inédito
no país), com Hillary Swank. Não
era uma identidade física que o diretor procurava.
Ele queria um ator jovem que pudesse entrar na pele
do pesonagem, da forma como ele o havia imaginado. Brody
fez um teste e, semanas depois, foi escolhido. Bom lembrar
que, além de tudo, Adrien é parecidíssimo
com o verdadeiro Wladyslaw Szpilman já que tem
antepassados poloneses.
O
ator é também um amante do hip-hop e adora
o Run DMC. Apesar de ser um novaiorquino inverterado,
a carreira de ator e o namoro com uma atriz e DJ, o
estão levando cada vez mais para a costa oeste.
Em Los Angeles, Adrien diz ter muitos amigos.
Adrien Brody, ao lado de Philip Seymour Hoffman e Edward
Norton, é o que há de melhor na safra
recente de atores americanos e levou merecidamente o
Oscar, fazendo um discurso de agradecimento que é
a sua cara: sensível, discreto e contundente.
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