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| Debora
Secco está no elenco de Meu Tio Matou
um Cara |
Meu
Tio Matou um Cara é o novo longa do gaúcho
Jorge Furtado
por: Tony Tramell
tramell@bitsmag.com.br
Jorge Furtado È um cineasta
voltado para a juventude, mas capaz de atingir um p™blico
alÈm do jovem com sua obra. Nosso melhor diretor e roteirista,
no que se refere ao gÍnero comÈdia com doses de romantismo.
Criativo e sempre disposto a surpreender, mostra-se
mais comedido em Meu Tio Matou um Cara, baseado
num conto de sua autoria. Š um filme sobre um tri’ngulo
amoroso entre jovens, como fica claro desde o inÌcio,
quando se sabe que Duca (Darlan Cunha) ama Isa (Sofia
Reis) que ama Kid (que sÛ faltou amar Duca).
Este trio È que se envolve
atravÈs de Duca e seu tio Šder (L·zaro Ramos) com um
mistÈrio policial, onde Duca mostra toda a sua ast™cia
e poder de observaÁ“o, numa linha que lembra, em alguns
momentos, Sherlock Holmes. Aproveitando-se do episÛdio
para tentar conquistar o amor de sua melhor amiga. O
envolvimento com universo adolescente È reconhecido
como rico dramaturgicamente pelo prÛprio diretor que
ressalta que "È um perÌodo de uma crise constritiva,
a crise da construÁ“o de um adulto". E o diretor n“o
deixa d™vidas sobre essa declaraÁ“o, que pode ser constatada
por quem assiste ao filme, que desde sua concepÁ“o parecia
promissor, pois unia o talento de Furtado, com seus
parceiros da Casa de Cinema de Porto Alegre, junto com
a dedicada e profissional Paula Lavigne, atravÈs da
Natasha Filmes.
O elenco È de jovem e
veteranos, dando oportunidade de ver novos talentos,
como a estreante Sofia Reis, filha do cantor Nando Reis.
Se bem que chamar L·zaro Ramos, AÌlton GraÁa, Dira Paes
e Deborah Secco de veteranos parece atÈ exagero. S“o
mais experientes e donos de um vasto currÌculo, onde
AÌlton, Dira e L·zaro j· se destacavam nos seus estados,
antes de se tornarem conhecidos do Oiapoque ao ChuÌ.
O contraste entre geraÁžes tambÈm se repete na boa trilha
sonora, que tem de AndrÈ Morais a Caetano Veloso.
O grande mÈrito da obra
de Furtado, como j· foi visto no muito mal lanÁado Houve
uma Vez Dois Veržes, È fazer um trabalho de qualidade
para jovens e daÌ o sucesso em outras faixas et·rias.
AtÈ em O Homem que Copiava o universo È jovem,
mas nem tanto, e a linguaguem r·pida, din’mica e inovadora
(que repete aqui alguns vÌcios e maneirismos deste)
s“o mais focadas para o p™blico jovem, que È a grande
maioria dos frequentadores de cinema. O roteirista e
diretor sabe como ser conciso e contar boas histÛrias,
o que faz muita falta no cinema nacional. Esse talento
o ga™cho Jorge Furtado j· mostrava mais de duas dÈcadas
atr·s quando se tornou conhecido com o curta mais famoso
(e bem premiado) do paÌs, Ilha das Flores.
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