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Mar Adentro
- Para rir e chorar
por: Tony Tramell
tramell@bitsmag.com.br
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Alejandro
Amenabar dirige Javier Bardem no contundente e
relevante Mar Adentro, candidato a melhor
filme estrangeiro no Oscar 2005
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Mar Adentro È simplesmente
arrebatador. A tem·tica tinha tudo para ser um dramalh“o
ou uma daquelas depressžes que o Lars Von Trier faz.
É a histÛria do espanhol RamÛn Sampedro que,
em 68, ficou tetraplégico mergulhando. Passou
as prÛximas dÈcadas assim atÈ resolver lutar pelo direito
de pÙr fim ý sua prÛpria vida, atÈ tentar lutar pelo
direito à eutan·sia. Nesse momento causou polÍmica
na Espanha, no final do sÈculo passado. Agora ganha
vida nas m“os do genial Alejandro Amenabar.
A escolha do diretor foi
por um caminho simples e sem apelos emocionais. TambÈm
n“o se poderia esperar menos do respons·vel por Os
Outros e Preso na Escurid“o (Abra sus ojos),
vers“o original de Vanilla Sky. O que mais fascina
no roteiro e na habilidade do diretor, que o escreveu
junto com Mateo Gil, È sua capacidade de ser profundo
e leve ao mesmo tempo, sendo capaz de fazer o p™blico
rir e chorar. A forma como o tema È tratado È belÌssima,
embora se possa notar sutilmente qual È a posiÁ“o de
Amenabar. Ele oferece argumentos para os dois lados
da quest“o. Singelo e puro, o filme faz com que, mais
uma vez, o excelente Javier Bardem (Antes do Anoitecer)
dê um show de interpretaÁ“o. Uma atuaÁ“o quase
toda sem locomoÁ“o, o que n“o È para qualquer um. Digna
dos melhores prÍmios, como foi em Veneza e com o Goya,
a principal premiaÁ“o do cinema espanhol.
Vale lembrar que todo
o elenco tem Ûtimas atuaÁžes. Mar Adentro È um
daqueles filmes para n“o esquecer. Que merecia ter sido
indicado ao Oscar em diversas categorias, como ator
e filme, e n“o restrito a esta categoria de produÁ“o
em lÌngua n“o-inglesa, ou seja, o que eles consideram
como filme estrangeiro. Como curiosidade, vale lembrar
que foi vencedor de 15 categorias do Goya e também
ganhou o Globo de Ouro, como filme estrangeiro.
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