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Diversidade, modernidade e forte ligação com as raízes da música brasileira são os ingredientes desta nova coletânea da Nikita, que tem forte presença do forró

Nova Ordem Musical mostra o ecletismo da música pop brasileira atual

Novas tecnologias, pluralidade de palcos, multiplicidade de grupos sociais e comportamentos. Tudo isso tem gerado um terreno bastante fértil para o surgimento de novos movimentos musicais no Brasil na atualidade. Fazendo um apanhado bastante abrangente e eclético o produtor musical Felippe Llerena, da Nikita Music, montou a coletânea Nova Ordem Musical, um verdadeiro a-z de novos talentos dos emergentes palcos nacionais. Tem de tudo um pouco, sempre em clima de diversidade, sem preconceitos, juntando ritmos bem brasileiros como forró e samba ao pop, à black music e ao eletrônico com o intuito de fazer o ouvinte dançar no mais genuíno e descompromissado alto astral.

O produtor tem conhecimento de causa com novos artistas e novas mídias musicais. Felippe é um dos responsáveis pelo portal iMúsica, iniciativa pioneira no Brasil de conferir ordem ao caos do download de música na Internet. E sempre seguiu o caminho dos desbravadores, tendo sido um dos fundadores da Natasha Records, uma das primeiras gravadoras independentes brasileiras que lançou gente nova que ganhou mundo, como as cantoras Daúde e Virgínia Rodrigues. Hoje tem a gravadora Nikita Music, que tem lançado desde seu início em 1999, música com forte ligação com suas origens, um quesito bastante valorizado no exterior. O primeiro CD da Velha Guarda da Mangueira e um dos primeiros da Nikita, chegou a ser indicado ao Gramy latino.

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Diversidade, modernidade e forte ligação com as raízes da música brasileira são os ingredientes desta nova coletânea da Nikita, que tem forte presença do forró atual, revigorante, e que tem de ser escutado e assimiliado pelos ouvintes mais céticos da vanguarda pop. O grupo de forró Cabruêra é um sucesso na Europa e já fez várias turnês internacionais, mas é também cultuado no Brasil, tendo sido uma das melhores apresentações do recente Abril Pro Rock, que aconteceu no Recife, am abril.

O grupo comparece na coletânea Nova Ordem Musical com a faixa Forró Esferográfico, já um clássico do grupo. E outros forrozeiros como David Villefort, com Forró 2000 e Silvério Pessoa com Tá Como o Diabo Gosta, também dão o ar da graça na coletânea, além da faixa Serena Serená, do paraibano Chico Correa & Electronic Band , que foi muito bem recebido na tenda Tim Lab, o palco de novas tendências do Tim Festival, em 2003. Um quê de mangue-beat aparece na faixa Jardim Camburi, da banda ZeMaria, do Espírito Santo. O Botecoelectro, outro grupo que une eletrônica a ritmos bem brasileiros, sobretudo os nordestinos, é responsável pela faixa que abre a coletânea, Coco Nutz Mass, e que já foi publicada no exterior na série Favela Chic.

A coletânea também traz black music como a do carioca Rogê, bom expoente do samba-rock. A faixa Minha Pressão é uma das melhores da coletânea. Mais black music na faixa Republiqué, do Stereo Maracanã, grupo carioca que começou mostrando sua música na rádio comunitária do Morro do Cantagalo, em Copacabana e já excursionou pelo país com um “ônibus-palco”. O paulista DJ Malocca é outra boa inserção de black music. O projeto DJ Malocca é uma iniciativa do DJ Will Robinson, conhecido por seu trabalho com black music e drum’n bass. A faixa Sem Palavras é uma belíssima melodia eletrônica, com vocais de Clara Moreno, filha da cantora Joyce.

O pop mais assimilável também diz presente nesta nova ordem, com o maior hit sendo a faixa Dona da Banca, que está incluída em trilha global, no caso a da série As Diaristas, da qual é a música tema. Dona da Banca, aqui na voz de Aleh, seu compositor, já foi sucesso na voz de Daniela Mercury e também em gravação do grupo Eletrosamba.

Beth Ferreira


 


 
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