Talvez o nome Poptones não lhe diz muita coisa se você
não esteve sedento por novidades nos últimos
tempos. Ou seja, Poptones não passa de uma boa proposta
com grandes ponteciais em seu vasto catalágo. Mas a
chave para tanta veneração precipitada não
são as bandas e muito menos o nome, mas sim o homem
por de trás de tudo isso: Alan McGee. Ainda assim não
lhe diz nada? Bem, talvez isso então ajude:
House of Love, Felt, Jesus & Mary Chain, Primal Scream,
My Bloody Valentine, Ride, Teenage Fanclub, Super Furry Animals,
Oasis entre outras foram bandas descobertas ou que ganharam
destaque apenas quando lançadas pela já extinta
Creation Records, selo comandado pelo próprio Alan
McGee. Desde os meados dos 80's até quase o final do
milênio, a Creation sempre premeditou a 'next big thing'
a acontecer no cenário musical britânico. Junto
a 4AD, outro selo de renome, fez a cabeça de muita
gente.
Agora querendo começar tudo novamente, Alan McGee vendeu
os direitos da Creation e fundou a Poptones. Começando
apenas com artistas um tanto que desconhecidos e talvez
um futuro tão brilhante quanto seu antigo selo
Os Primeiros 'Poptones' no Brasil:
Cosmic Rough Riders é um quinteto vindo de Glasgow
e que posava de banda cult até bem pouco tempo atrás,
já tinham dois álbuns independentes no currículo
e shows
cada vez mais concorridos, até Alan McGee aparecer
num deles. E então lançar pela Poptones uma
das bandas mais legais que surgiu na Escócia nos últimos
tempos. Enjoy
The Melodic Sunshine é seu terceiro álbum e
com certeza o mais conciso e cativante. Com certeza, juntamente
ao Hives, foi o sucesso de mídia e vendas do Cosmic
na Inglaterra que salvou a Poptones de uma súbita crise
financeira em 2001. O mais importante a ressalvar é
que a edição nacional vem acrescida de duas
faixas
bônus !!
Out There In The Dark é o quarto disco do grupo norte-
americano (de Detroit) OutrageousCherry, e
foi lançado originalmente em 1999. Foi escolhido pelo
selo Poptones para lançar a banda na Inglaterra. Agora,
através do contrato de distribuição da
Poptones pela Trama, Out There In The Dark chega ao Brasil.
Liderado por Matthew Smith (produtor, vocal, guitarra e composições),
o Outrageous Cherry faz não tão somente uma
revisitação aos anos 60, através de suas
melodias, reverberação nos vocais e atmosfera
"sixtie", como traz canções e guitarras
totalmente inseridas na sonoridade "simples e
direta" tão ao agrado dos fãs do rock garageiro,
porém acompanhadas de certa sofisticação.
Robert Lopez é um revivalista. Através
do seu nome artístico, El Vez se autoproclama o Elvis
mexicano. Ex-integrante da banda The Zeros nos anos 80, El
Vez tem um trabalho totalmente rock'n'roll, e quem conhecer
bem a história do rock vai entender melhor seus discos,
repletos de referências. Além de Elvis, Lopez
também é fã de David Bowie, tanto que
sua banda se chama The Spiders From Memphis. Em Pure Aztec
Gold, como sempre El Vez mescla seus originais com covers.
Ele toca clássicos de Elvis, Bowie e James Brown, tanto
em inglês como em espanhol. É muito divertido
você ir reconhecendo os trechos de outras músicas
que ele vai enxertando. Trouble, de Elvis, começa com
o riff e Jean Genie, do Bowie. Immigration Time é Suspicious
Minds com a letra trocada e a levada de Sympathy For The Devil
dos Stones.
January vem de Glasgow, cidade também do Cosmic
Rough Riders, outra banda da Poptones da qual eles se assemelham
bastante musicalmente. E para ficar tudo em
casa, ambas fazem aquela linha melódica do Teenage
Fanclub, claro, também de Glasgow. Porém January
talvez seja a mais triste das três, os vocais de Simon
McLean (vocal / guitarra) evocam desde Nick Drake até
os mais conteporâneos como Alasdair Maclean do Clientele.
De todos lançamentos Poptones no Brasil, January talvez
seja a banda mais refinada. Ouça o CD I Heard Myself
InYou e fique embaixo do cobertore.
Technique parece com algum projeto que Alan McGee manteve
muito bem guardado por mais de uma década para lançar
apenas agora o CD Pop Philosophy. . Usando
variados e combinados elementos eletrônicos, aligados
à um vocal extra doce, esse duo pop-eletrônico
agrada tanto aos fãs da dance music como aos saudosistas
do synth-pop. Afinal ninguém deve estar com tanta saudade
assim dos 80's com tantas bandas revivalizando aquele período
hoje em dia como Ladytron, Baxendale, Zoot Woman, etc... E
Technique cabe direitinho ao lado dessas citadas.
duo de Manchester Roher Quigley e Mark Tanner (esse também
do Gnac) formam o Montgolfier Bros. Seventeen Stars
é seu primeiro álbum e traz uma composição
delicada, quase acústica soando às vezes retrô
outras bem contemporânea. O que acaba colocando o Montgolfier
Brothers numa posição privilegiada, onde agrada
tanto
aos fãs de um pop mais sofisticado assim como aos fãs
do novo levante Folk que invade o Reino Unido ultimamente.