Mu é duo punk electrohouse que está quebrando tudo no circuito underground americano
Se você ainda não ouviu falar, bem, pode gravar o nome da banda: Mu. Formada pelo DJ e produtor americano de electrohouse Maurice Fulton e sua esposa, a peculiar japonesa Mutsumo Kanamori, o duo Mu já está em seu segundo álbum e sua primeira turnê pelos Estados Unidos. O primeiro, Afro Finger and Gel, saiu em 2003 pelo selo francês Tigersushi, o segundo, Out of Breach, acaba de sair pelo inglês Output. Neste trabalho recente as bases techno, house e além formam a cozinha onde a punkérrima japa Mutsumi faz o diabo com os vocais. No palco então, parece que o bicho pega mesmo. E nas canções se vê que eles apóiam o trash do pop: tem uma música dedicada a Paris Hilton e outra a Michael Jackson, Stop Bothering Michael Jackson. Dá pra escutar nos sites do selos – www.tigersushi.com e www.outputrecordings.com/.
Nomi Song: Documentário recupera a figura operística e bizarra de Klaus Nomi
Em tempo de revisitação da década de oitenta, momento que parece não se esgotar, agora começam a garimpar algumas coisas do underground da época. Uma figura que fez história foi o alemão (berlinense) Klaus Nomi. Nomi foi uma coisa David Bowie, mas muito além, como uma autêntica criatura alienígena que caiu de pára quedas (oou sem) na cena underground new wave. Com voz estudada, contra-tenor, Klaus levou a opera para o mundo pop, e vice versa. Acaba de sair em DVD o documentário Nomi Song, de Andrew Horn (http://www.thenomisong.com/), com várias performances do artista e entrevistas mostrando sua inspiração eclética englobando a cantora lírica Maria Callas e o ícone pop Elvis Presley. Klaus Nomi teve carreira curta e foi uma das primeiras figures públicas a morrer de AIDS. Imperdível… Para ser visto em sequência ao filme Liquid Sky, cult absoluto da década de 80 realizado por um grupo de estudantes de cinema russo dissidents (porque naquela época russo for a da Rússia só se fosse dissidente)… E sobre este falo outra hora, só pra deixar com água na boca… Mas pode-se dizer que os dois DVDs falam dos mesmos elementos – o underground new wave novairoquino, estética andrógina e ao mesmo tempo furutista e sons muito, muito estranhos…